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Anemia aplástica | Drauzio Varella






A anemia aplástica, também conhecida como aplasia medular, pode comprometer a produção de todas as células sanguíneas. 

 

A função da medula óssea, tecido encontrado no interior dos ossos, é produzir células-tronco que, ao amadurecerem, se diferenciam em células sanguíneas maduras. 

Na anemia aplástica, também conhecida como aplasia medular, as células-tronco são destruídas, o que compromete a produção das células do sangue.

Veja também: Quais os principais tipos de anemia?

Nos casos mais graves, ocorre a supressão da maioria ou de todos os tipos de células sanguíneas, como os glóbulos vermelhos (transportam o oxigênio para tecidos), os glóbulos brancos (fazem parte do sistema imunológico e atuam na defesa do organismo) e as plaquetas (sua principal função é atuar no processo de coagulação do sangue).

É uma doença rara e grave, que se não tratada pode ser fatal, já que pode afetar as três séries do sangue. “O Brasil tem cerca de 400 ou 450 casos da doença por ano”, afirma o hematologista Rodrigo Calado, vice-diretor científico da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

Em geral, atinge adolescentes e adultos jovens entre os 15 e 25 anos de idade, mas pode surgir em indivíduos mais velhos, ao redor dos 55 anos. 

 

Causas da anemia aplástica

A anemia aplástica pode ser herdada (genética), mais rara, ou adquirida (autoimune), bem mais frequente. A principal causa da anemia aplástica adquirida é a exposição a agentes químicos como bismuto, cloranfenicol, inseticidas, alcatrão e muitos outros.

Também pode surgir após uma infecção viral como infecção pelo HIV, hepatite, mononucleose, entre outras. 

Algumas vezes, a causa da anemia aplástica não é identificada (causa idiopática).

 

Sintomas da anemia aplástica

 

Os sintomas dependem das células sanguíneas atingidas. Quando os glóbulos vermelhos estão comprometidos, surgem cansaço (fadiga), palidez e falta de ar.

Quando há poucos glóbulos brancos (leucopenia), as infecções bacterianas tornam-se mais frequentes.

Em pacientes com baixo número de plaquetas (plaquetopenia) podem ocorrer hematomas e sangramentos anormais, após pequenos ferimentos.

 

Diagnóstico da anemia aplástica

O diagnóstico é feito por meio de exame médico e de avaliação do sangue e da medula.

Para avaliar quais células sanguíneas estão envolvidas, colhe-se uma amostra da medula óssea obtida da crista ilíaca (quadril) ou, mais raramente, do esterno (tórax) ou da tíbia (perna) para realizar um mielograma.

Outros exames podem ser necessários para fazer o diagnóstico diferencial com outras doenças.

 

Tratamento da anemia aplástica

Para os casos mais leves e moderados, pode-se utilizar medicamentos que estimulem a medula óssea, como oximetolona, ácido fólico e corticoides. Os pacientes podem viver muitos anos com a doença sob controle.

“O tratamento depende da causa. Nos casos mais graves, é indicado o transplante de medula óssea”, explica o dr. Calado.

Além do risco de complicações, o transplante exige um doador compatível, o que nem sempre é fácil de encontrar.

“A história do transplante de medula óssea se confunde com a história da anemia aplástica, pois os primeiros transplantes foram realizados em pacientes com esse tipo de anemia”, conta o médico.

 

Recomendações

Os cuidados vão depender das células atingidas. No geral, para evitar infecções, já que os pacientes estão mais suscetíveis a elas, deve-se:

  • mantenha boa higiene, principalmente das mãos e da boca;
  • evite cortes e arranhões;
  • evite o contato com pessoas com infecções respiratórias e outras doenças transmissíveis;
  • fique atento a sinais de infecção, como febre acima de 38º C, calafrios, ardência ao urinar e tosse.

Para a anemia:

  • mantenha uma alimentação balanceada;
  • faça exercícios físicos leves;
  • durma e descanse entre as atividades diárias;

Para evitar sangramentos:

  • evite atividades que possam causar hematomas e sangramentos;
  • use sapatos de sola grossa e calças compridas de tecido grosso;
  • utilize escovas de dentes macias;
  • evite o uso de medicamentos que comprometam a coagulação, como ácido acetilsalicílico;
  • relate ao médico qualquer sinal de problemas de coagulação, como hematomas, petéquias (manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele), sangramento nasal, na gengiva ou ao urinar.

 

Fonte: Hemorio

 





Fonte: drauziovarella.uol.com.br

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